O Grafismo infantil e sua valorização
O pensamento da criança está unido a sua capacidade representativa, no qual ele vai adquirindo com o tempo, os estágios de desenvolvimento de Jean Piaget explica o inicio desse processo e o momento que a criança começa a desenvolver tal capacidade.
Segundo Piaget no estagio sensório motor è inexistente representação e ou imagens mentais, neste período o conhecimento se dá por meio de impressões que chegam ao organismo. Conforme Cunha (2002), nesse período de desenvolvimento o processo predominante será o de assimilação, que inicia com os reflexos. A partir do período pré-operatório a criança começa a desenvolver ativamente as representações mentais internas, ou a transformação de esquemas de ações em esquemas representativos, assim a criança é capaz de substituir o que está ausente por imagens ou desenhos.

Através do desenho a criança expressa seus pensamentos, suas vontades, fantasias, suas idéias, è por meio dele que a criança expressa seu estado psicológico e seu bem-estar emocional, o mesmo possibilita criar um veiculo entre o mundo interno com o mundo externo. No momento que a criança desenha, ela representa suas emoções, por isso se faz necessário que os pais e educadores respeitem suas criações, mesmo que tais grafismo não represente a forma fiel do quem veem, é importante valorizar o grafismo, pois ele faz parte do processo de aprendizagem.

O professor tem um papel fundamental na aprendizagem da criança. Por isso é necessário que o mesmo mude sua concepção e o seu olhar em relação ao desenho da criança ou seja pensar que o desenho da criança está sem significado ou não tem sentindo algum, mas valorizar entendendo que faz parte do processo de aprendizagem .

Quando uma criança entrega um desenho, para ela está perfeito e ela entendi que o seu olhar para o desenho é como o dela. Que você vai entender que um traço é uma menina que os rabiscos do lado é a comida. E que essa menina está voltando da escola. Mais ai vem a pergunta, onde está essa menina? a comida? e o retorno da escola? Na nossa visão não iremos identificar, mas para a criança é exatamente o que tem no papel. Sendo assim o professor precisa mudar essa concepção sobre os desenhos, entendendo que a cada fase desse processo os desenhos vai avançando até conseguirmos ter uma visão do que realmente a criança pensou em desenhar.
Autoras: Juliana Dos Santos Reis
Manoele Vasconcelos Bizerra de Jesus
(estudantes de pedagogia 4 semestre)
UNIFACS - FEIRA DE SANTANA - BA
CAMPUS SANTA MÔNICA

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